25 anos sem o grande artista cajazeirense Zé do Norte

Zé do Norte/Foto Overmundo

Hoje lembramos os 25 anos do aniversário de morte de um dos maiores cajazeirenses da história, Alfredo Ricardo do Nascimento ”Zé do Norte”.

Nascido no Sítio Aroeiras em Cajazeiras/PB, em 18/12/1908. Aos nove anos teve que pegar pesado na enxada para ajudar a família. Depois, foi apanhador de algodão e tropeiro. Por esse tempo já gostava de cantar.

Assim, o menino de Cajazeiras se transformou em cantor, compositor, poeta, folclorista, animador de auditório, declamador e escritor, porque Zé do Norte publicou o livro Brasil Sertanejo em 1948. Mais ou menos cinco anos depois, foi contratado como consultor sobre o linguajar nortista (da Bahia pra cima tudo era Norte pros sulistas) pelo cineasta Lima Barreto.

Mas seu talento lhe permitiu ir além, porque foi compositor num clássico do cinema brasileiro. Sua música “Mulher Rendeira” ficou mundialmente conhecida após ser incluída na trilha sonora do filme “O Cangaceiro”, do citado diretor, de 1953, que ganhou o Festival de Cannes daquele ano e foi visto por milhões de pessoas em mais de oitenta países no mundo.

Entre as mais de cem músicas compostas por Zé do Norte, fizeram muito sucesso “Sodade, Meu Bem, Sodade”, “Meu Pião” e “Lua Bonita”. Por volta dos anos 60, Bob Dylan e Joan Baez, foram buscar inspiração no folclore americano e na música da América Latina. E é num de seus primeiros discos, o “Joan Baez 5”, que se encontra “Mulher Rendeira”, com o título de “O Cangaceiro” e com os créditos de Zé do Norte atribuídos ao seu verdadeiro nome, Alfredo Ricardo do Nascimento.

Zé do Norte morreu de causa natural em Vila Valqueire, Rio de Janeiro, em 04/01/1992.

 

Portal Alto Sertão com trecho do pesquisador Abílio Neto

COMPARTILHAR