AS CHUVAS CHEGARAM! AS INUNDAÇÕES TAMBÉM!

O que deveria ser considerado uma bênção ou um alento frente a escassez de água, decorrente da seca que assola o nosso sertão, as chuvas têm trazido transtornos à população, alagamentos, desmoronamentos de barreiras e residências, como consequência, presenciamos o sofrimento de famílias desabrigadas.

Quando as fortes chuvas ocorrem em áreas urbanas com sistemas de drenagem deficientes, é possível ocasionar alagamento, ou seja, as águas acabam sendo acumuladas nos leitos das ruas e nos perímetros urbanos. Pois, os alagamentos é frequente devido uma drenagem deficiente, do que das precipitações locais. O fenômeno relaciona-se com a redução da infiltração natural nos solos urbanos, a qual é provocada por: compactação e impermeabilização do solo; pavimentação de ruas e construção de calçadas, reduzindo a superfície de infiltração; construção adensada de edificações, que contribuem para reduzir o solo exposto e concentrar o escoamento das águas.

O desmatamento de encostas e assoreamento dos rios que se desenvolvem no espaço urbano pode causar os alagamentos às margens dos rios. Assim, é importante ressalta que: As áreas a margem dos córregos e rios que cruzam a cidade formam o elemento principal do sistema de escoamento das águas pluviais. Assim, uma diminuição da seção da calha destes rios e córregos diminui capacidade de escoamento, e aumenta a probabilidade de alagamento das zonas ribeirinhas

As consequências provocadas pela ocupação desordenada no Brasil têm demonstrado a necessidade urgente de adotar políticas públicas integradas para o ordenamento urbano. A Lei Federal de N° 10.257, aprovada em 2001, que trata do Estatuto da Cidade, tem a finalidade de organizar a expansão urbana através de uma política de desenvolvimento urbano, com o objetivo de ordenar o desenvolvimento das funções sociais da cidade e garantir o bem-estar de seus habitantes. O Estatuto da Cidade estabelece normas de ordem pública e de interesse social onde, nas cidades com mais de vinte mil habitantes, é obrigatório aprovação do Plano Diretor até o ano de 2006, que será o instrumento básico da política de desenvolvimento e de expansão urbana.

As áreas de risco não são recomendadas para construções de casas, pois são muito expostas a desastres naturais, principalmente quando ocorre uma precipitação forte. Locais perto de encostas, morros e a margem de canais e rios podem ocasionar desabamento de terra e inundações da área. As áreas de riscos são caracterizadas por possuir grandes problemas que são causados pelas chuvas fortes, como por exemplo: deslizamento, alagamento e erosão. Tendo assim grandes perigos de acidentes para a sociedade que reside nessas áreas. Os locais do município de Cajazeiras que não possuem uma infraestrutura adequada para esses problemas é o que mais sofre nas épocas dessas chuvas fortes. Assim, é importante ressaltar que: As características das áreas de risco é a degradação decorrente das modificações ambientais, induzidas pelo homem, no processo de utilização dos recursos naturais, são inúmeras e está relacionado, principalmente, com a ocupação de áreas inadequadas para a urbanização, desmatamento indiscriminado, abertura de estradas e água inadequada às condições edafo ambientais, provocando erosão.

A ocupação de populações nesses espaços sem o necessário conhecimento da realidade e dos reflexos potenciais dessa ação afeta, direta ou indiretamente, múltiplos fatores e suas inter-relações com o sistema ambiental. A esse respeito, Branco e Rocha (1987), preconizam cuidados: “uma forma planejada, preventiva, é capaz de introduzir modificações, de utilizar e locar recursos é uma tentativa válida para articular desenvolvimento com preservação de recursos e qualidade de vida”. E esse alerta é muito útil ao pensar no crescimento urbano nesses locais caracterizados de áreas de risco.

Outro fator de desastres é a falta de contribuição da sociedade, na manutenção da rede de drenagem em boas condições. Quando se joga lixo nas ruas e nos canais de esgotos, ao ocorrer forte chuva, a drenagem fica obstruída e grandes alagamentos ocorrem em vários pontos. Principalmente nessa área de risco, por não possuírem um sistema de esgoto adequado, a área alagada com a água de chuva se misturam ao do esgoto, trazendo assim consequência de risco para a saúde dos moradores da localidade.

É necessário o estabelecimento de políticas públicas que moralizem as ocupações de áreas urbanas, evitando que isso aconteça de forma desordenada, como também, um plano de recuperação e reordenamento urbano nas áreas de risco e campanhas educacionais para se evitar que a população, devido à falta de uma consciência coletiva e ambiental, contribua para o agravamento do problema.

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