BAIXARIA NOS SITES E BLOG DE NOTÍCIAS

Monitorando alguns sites de notícias, como fazemos diariamente, vez por outra nos deparamos com “notícias” que demonstram nitidamente a pura busca pelos altos índices de acessos, não importando o tipo de conteúdo ou a “qualidade” deste. O que se vê constantemente são conteúdos esdrúxulos, sem o menor pudor, maculando a honra, a moral e agredindo gente comum ou figuras públicas.

Os comentários grosseiros e ofensivos em paginas informativas na web têm uma influência muito maior do que se imagina na formação de opiniões, pois a baixaria online é causa e consequência do tipo de informação pública em blogs, redes sociais e sites noticiosos. Este fenômeno aumenta a polêmica em torno da complexidade da circulação de informações na internet.

Quem trabalha com comunicação, seja em qual nível for, deve ter a consciência que é um verdadeiro formador de opinião e como tal a ética deve ser uma constante em suas publicações, caso contrário, estará prestando um verdadeiro desserviço à opinião pública, a educação e a ética. Quando se publica um casal em atos libidinosos, um homossexual em pleno ato ou um político praticando o sexo homossexual e o pior, como manchete principal, com doses de humor, com comentários maldosos e com a nítida intenção de denegrir a imagem de alguém e de se obter altos índices de acessos, esses sites ou blogs estão praticando uma educação ao avesso, contribuindo com a formação de uma massa “burra” e incapaz de tomar decisões sensatas.

É vergonhoso para uma cidade que se gaba ser a “cidade que ensinou a Paraíba a ler” ou a “terra da cultura” contar com agentes formadores de opinião com tamanha pieguice, insensatez, burrice, mesquinhez, falta de vergonha e individualismo contagiante, como estamos vendo nos últimos tempos.

Que direito as pessoas acham que têm de falar mal das outras, de escreve baixarias, publicar fotos e vídeos que maculam vidas e entidades? Que mundo é esse que estamos vivendo? Que sociedade é essa que estamos formando?

Sem dúvida, a internet é um território perigoso, onde ainda não existem leis que possam proibir conteúdos indesejados, portanto, cabe a nós, usuários, fazer nossas próprias leis e combater, sempre, o uso indevido de um meio de comunicação do porte da internet, que mudou a vida e os caminhos da humanidade.

Afonso Júnior

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