CAJAZEIRAS: AMOR E PAIXÃO

“A cidade que ensinou a Paraíba a ler”, que título, que jargão, que orgulho. Cajazeiras a “velha menina” completa 150 anos.

A cidade que nasceu de um colégio, edificada sobre os pilares da educação, fruto de um sonho de um homem iluminado, um sonhador, um visionário, um louco, ou seria um homem além do seu tempo?

A cidade que recebeu tão belo nome: “Cajazeiras”. Não teria nome mais belo. Nome sugestivo e criativo, herdado de uma fazenda que recebera o mesmo nome por estar localizada numa região cujo bioma se caracteriza por apresentar arbustos que perdem as folhagens durante o período de escassez de água e que voltam a ficarem verdes lindas e cheirosas quando a chuva chega, bioma conhecido como “CAATINGA”, nome originado do TUPI-GUARANI que significa “MATA CINZENTA”. Mas, resolutamente em meio à caatinga, destaca-se ao lado de outra árvore imponente, o juazeiro, uma bela árvore, que mesmo em período seco, não perde as folhas e permanece se destacando em meio a uma paisagem árida, a cajazeira, cujo nome científico é Spondea lutea. O seu segredo está em suas raízes que são profundas e no tronco grosso para armazenar água e nutrientes, além de uma casca espessa para evitar perdas de água ou nutrientes por evaporação.

Imponente como a árvore que lhe deu o nome, Cajazeiras desponta nos sertões nordestinos como uma ilha de desenvolvimento. O seu segredo está, a exemplo da árvore, em sua base sólida, que é a educação.

Cajazeiras comemora neste 22 de agosto 150 anos, data esta que não é a data real de sua fundação e sim, a data do nascimento do seu fundador, o Padre Inácio de Sousa Rolim. Homem íntegro e inteligente, criador do primeiro educandário dos sertões, onde estudaram várias personalidades ilustres, como o primeiro Cardeal da América Latina, o Cardeal Arco Verde, entre outros. Padre Rolim também foi um grande botânico, com grande contribuição para o conhecimento da flora brasileira e, principalmente os segredos intrigantes da caatinga nordestina, além da sua maior obra: A Gramática Grega.

Cajazeiras que relegou ao seu fundador um final de vida num solitário abandono.

Cajazeiras que não sabe nem onde jazem os restos mortais do seu fundador. Mas faremos esta revelação: o Padre Rolim fora enterrado abaixo do altar-mor da Matriz de Nossa Senhora de Fátima.

Cajazeiras que não sabe reconhecer o valor de filhos ilustres como Zé do Norte, autor de duas belas composições musicais brasileiras, “Mulher rendeira” e “Noites brasileiras”, Ivan Bechara, único Governador paraibano, filho da “terrinha boa”, que implantou o sistema de esgotamento sanitário, não só de Cajazeiras, mas também, nas principais cidades do estado, além de ter sido professor visitante em diversas universidades europeias e asiáticas, além de ter recebido o título de “Doutor Honoris Causa” em diversas Universidades do planeta. Nesta lista podemos lembrar-nos de nomes como: Otacílio Jurema, do Poeta Cristiano Cartaxo, do nosso maior e melhor representante na Câmara dos Deputados, Édme Tavares, do maior Cirurgião dos Sertões, o Doutor Deodato Cartaxo e do nosso mais ardente líder revolucionário, João Bosco Barreto.

Cajazeiras que já poderia estar com o seu Aeroporto Regional com linhas diárias.

Cajazeiras que poderia estar com uma boa mobilidade urbana se avenidas como a avenida Dr. Aldo Matos, Avenida Contorno Norte, “estrada do amor”, entre outras, estivessem prontas.

Cajazeiras que está sem memória, não tem se quer um Museu com “recortes” de nossa linda História. Aí vai uma sugestão: Por que não transformar toda a área do “Chamegão”, juntamente com o Teatro e Grupo Escolar Monsenhor João Milanêz em um grande complexo de lazer e cultura, construindo um Centro de Convenções, Biblioteca, Salas de Cinemas, Salas de Exposições e aulas de artes, além de transformar o “Velho” Milanez num Museu Histórico e Cultural?

Cajazeiras que desprezou e abandonou o seu principal polo turístico e religioso, o morro do Cristo Rei, que está totalmente tomado por antenas, sem áreas de fluxo e mirantes.

Cajazeiras sem Indústrias.

Cajazeiras educada e educativa, ou seria educadora?

Cajazeiras Cidade/educação, com Universidades, Faculdades e Centros de Estudos Técnicos. Por conta da educação e do comércio, a nossa população flutuante chega a atingir diariamente, cerca de 40.000 habitantes.

Cajazeiras, linda menina, de um pôr do sol exuberante.

Cajazeiras, terra da Cultura!

Cajazeiras, nosso orgulho!

Cajazeiras: Amor e Paixão!

Parabéns!

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