Cultura de caju começa a ser implantado no Câmpus IV da UEPB, em Catolé do Rocha

Em uma iniciativa inédita na Paraíba, o Centro de Ciências Humanas e Agrárias (CCHA) da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), Câmpus IV, em Catolé do Rocha, iniciou efetivamente a implantação do jardim clonal para cultura do caju. O projeto, que promete ajudar a Paraíba a se transformar em um dos maiores produtores de caju da região, está sendo implantado graças a uma parceria entre a UEPB e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

Essa semana, o chefe de Transferência de Tecnologia da Embrapa, Marlos Alves Bezerra, e o pesquisador da empresa, Antônio Teixeira Cavalcante Júnior, fizeram nova visita ao Câmpus IV e acertaram os detalhes de implantação do projeto. Nessa quarta-feira (7), os técnicos plantaram os primeiros seis genótipos da cultura. No total, 66 mudas de caju foram plantadas. Todo o trabalho foi acompanhado por professores e estudantes do Câmpus sertanejo.

Nesse primeiro momento, o jardim clonal é composto por mudas de Cajueiro Anão Enxertado das variedades CCP 76, CCP 09, Embrapa 51, BRS 189, BRS 226 e BRS 275. Eles serão cultivados a partir da retirada de novos clones da planta. A perspectiva é de que em um prazo de um ano e meio a dois anos, o CCHA já tenha condições de produzir o caju orgânico em larga escala e distribuir as mudas para os produtores da região. As mudas foram cultivadas pela Embrapa Agroindústria Tropical, sediada em Fortaleza, e plantadas nas áreas destinadas, na Escola Agrotécnica do Cajueiro.

O diretor do Centro de Ciências Humanas e Agrárias e um dos articulares da iniciativa, professor Edivan Silva Nunes Júnior, comemorou o início da execução do projeto. Ele afirmou que no Estado da Paraíba nenhuma instituição pública ou empresa privada tem esse material genético reunidos em um só pomar. A UEPB, segundo ele, será pioneira nesse tipo de parceria e iniciativa que, futuramente, poderá impulsionar a economia do Sertão paraibano.

A pretensão dos professores da UEPB e dos técnicos da Embrapa é criar as condições favoráveis para fazer o cruzamento das clonagens de tipos como o caju anão vermelho CCP 76 e o clone de outras espécies, melhorando a qualidade das variedades. Além do jardim clonal, o CCHA implantará posteriormente o banco de germoplasma para fazer o cruzamento de diversas variedades da fruta. A parceria entre a UEPB e a Embrapa começou a ser firmada em dezembro de 2016, quando o professor Edivan; a diretora adjunta da Escola, Maria do Socorro Caldas Pinto; e a professora Eliane Rech, responsável pelo setor de fruticultura do Câmpus, se reuniram com diretores da empresa em Fortaleza.

Em março do ano passado, como forma de agilizar a parceria, os diretores da Embrapa conheceram a Escola Agrotécnica do Cajueiro e definiram as três áreas onde seria implantado o jardim clonal. Professor Edivan reforçou que o jardim clonal vai fortalecer a cultura do caju em Catolé do Rocha e ajudar a enriquecer os conhecimentos dos estudantes do curso de Ciências Agrárias. A pretensão da UEPB é criar um viveiro para a produção e distribuição da cultura do caju, para fazer com que a Paraíba se torne referência da fruta na região.

O jardim clonal de caju também deve ser implantado na Escola Agrícola Assis Chateaubriand, que funciona no Centro de Ciências Agrárias Ambientais (CCAA), do Câmpus de Lagoa Seca. Para isso, o professor Edivan vem mantendo contato com o diretor da EAAC, professor José Félix, que se interessou pelo projeto.

Texto: Severino Lopes

Portal Alto Sertão com UEPB

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