Djalma, De Sordi & Gilmar

No dia 23 de julho o Brasil ouviu triste a notícia da morte de um grande lateral: Djalma Santos, ele faleceu em Uberaba devido a graves complicações respiratórias, por causa de uma forte pneumonia. Djalma era o reserva de Nílton de Sordi na lateral direita na copa da Suécia, mas o dr. Hilton Gosling vendo De Sordi um pouco nervoso, resolveu não liberá-lo para a grande final contra a Suécia. Djalma jogou tão bem que foi eleito o melhor lateral direito da copa. Ele defendeu o país em quatro copas do mundo:1954, 1958, 1962, 1966, tinha 84 anos de idade.

Nílton de Sordi, morreu sábado 24,  aos 82 anos em Bandeirantes, interior do Paraná. Ele foi titular da seleção brasileira nos cinco primeiros jogos, mas aparentando nervosismo, dr. Hilton Goslig do Bangu, o cortou para a final, assumindo em seu lugar Djalma Santos, que jogou e foi escolhido o melhor lateral da copa. Ele começou  a carreira no XV de Piracicaba, mas logo foi para o São Paulo onde jogou por 543 partidas, sendo campeão paulista em 1953 e 1957, encerrou sua carreira no União Bandeirante do interior do Paraná como jogador, e por fim, treinador em 1977.

Gilmar dos Santos Neves é considerado o maior goleiro do futebol brasileiro, foi o titular da posição em 58 e 62, além de dois mundiais pelo famoso time do Santos de Pelé e Coutinho. Na copa de 58 na Suécia, jogou sem joelheiras, porque o roupeiro Assis as esqueceu e Gilmar disse ao roupeiro que não se preocupasse, pois diria que iria atuar sem as mesmas, gostou tanto que passou os seis jogos da copa sem joelheiras, dizia que estava mais leve. Foi o representante dos jogadores na vistoria da comissão técnica as cidades mineiras de Poços de Caldas e Araxá, nos preparativos para a copa de 58. Em 2000 ele sofreu um AVC que o deixou com sequelas até sua morte, neste domingo no hospital Sirio-Libanês em São Paulo, o mesmo contava com 83 anos de idade.

A CBF já emitiu nota de pesar aos familiares dos dois jogares, pilares essenciais das glórias do nosso futebol. Aos torcedores resta a lembrança de um futebol maravilhoso que encantava pela beleza da técnica e irreverência.

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