Estudantes de Cajazeiras visitam Complexo Hidroelétrico de Paulo Afonso-BA

Complexo Hidroelétrico de Paulo Afonso

Estudantes do Curso de Engenharia Civil da Faculdade Santa Maria realizaram no último dia 23 de novembro de 2018 uma visita técnica ao Complexo Hidroelétrico de Paulo Afonso, na cidade de Paulo Afonso-BA, que é composta por quatro usinas hidrelétricas que são administradas pela CHESF- Companhia Hidrelétrica do São Francisco.

A CHESF é uma sociedade que atua na geração e transmissão de energia, usando a bacia hidrográfica do rio São Francisco, com sua sede na cidade de Recife.

Com o dever de produzir, transmitir e comercializar energia elétrica para a região nordeste do Brasil, a hidrelétrica é formada pelas usinas Paulo Afonso I, II, III, IV e Apolônio Sales (Moxotó), que produz 4279,6 MW de energia gerada a partir da força das águas da cachoeira de Paulo Afonso, que é um desnível natural de 80 metros do Rio São Francisco. Com isso ela se torna a segunda maior capacidade instalada do Brasil, perdendo apenas para Tucuruí que tem a capacidade de 8000 MW.

A construção da Hidroelétrica de Paulo Afonso foi um marco da engenharia brasileira na década de 50, por conta da grande necessidade de reverter o fluxo do Rio São Francisco, que para a época nunca tinha se visto uma obra desse tamanho.

História

Em meados de 1910, um homem com o nome de Delmiro Gouveia, teve a magnífica ideia de usar a forca da cachoeira de Paulo Afonso, para construir uma usina hidrelétrica. Que ficou conhecida como Usina de Angiquinho que tinha como sua capacidade 1250KW e continha três turbinas a uma altura de 42 metros, com sua tensão de 3000 volts, sendo assim a primeira usina do nordeste brasileiro.

Em 1949, teve-se o início da construção da usina Paulo Afonso I, que está localizada a 250 km da foz do Rio São Francisco, a mesma foi inaugurada no ano de 1954 com duas maquinas geradoras de 60000KW cada uma, e que compreendia a um total de 860km de linhas de transmissão de 220KV.

A grande dificuldade para a construção da usina de Paulo Afonso foi a fúria indomável do Rio São Francisco, pois o objetivo era fechar o rio para a construção da usina, um engenheiro americano teve a ideia de construir uma torre de 300 metros de altura que seria deitada sobre o rio, uma ideia muito distante de ser exercida naquela época, mas o engenheiro brasileiro responsável pela obra Otávio Marcones Ferraz, teve a ideia de usar estruturas metálicas revestidas de madeiras, que foram amarradas na margem do rio e depois eram preenchidas de concreto, quando a estrutura secava eles armavam redes feiras de aço, começaram a jogar pedras no rio e como a água levava as pedras elas ficavam presas nas redes, até conseguirem fechar por completo o rio São Francisco

Com essa obra tão majestosa, foi construído por Diocleciano Martins de Oliveira, inspirado no poema de Castro Alves, um monumento conhecido como “ O Touro e a Sucuri”, na qual o Touro representa o rio com sua fúria indomável e a Sucuri as ambições do homem em tentar controlar o rio, atacando-o em seu ponto fraco.

A usina Paulo Afonso II começou a ser construída em 1955 e começou a funcionar em 1961, mas antes de ser concluída, já se teve o inicio da Paulo Afonso III, pois a usina I e II não estavam conseguindo suprir o consumo de energia do Nordeste.

Em 1979 entrou em operação a Paulo Afonso IV, sendo assim passou a ser 1° complexo a gerar mais de 1 milhão e meio de KW na América Latina. Hoje o complexo de Paulo Afonso está apenas utilizando um gerador por conta da seca no Nordeste.

Este relatório foi enviado a nossa redação pelos alunos João Antônio, que inclusive é colaborador do site Alto Sertão e seu colega Marcelino Abreu, ambos estudantes do Curso de Engenharia Civil da Faculdade Santa Maria de Cajazeiras – PB.

Texto e  Fotos/ João Antônio e Marcelino Abreu

Portal Alto Sertão.com.br- A noticia com responsabilidade

 

COMPARTILHAR