Hudson atribui evolução do São Paulo a Aguirre

Foto/Gazeta Press

Pode-se dizer que a boa campanha do vice-líder São Paulo no Campeonato Brasileiro passa pela sólida defesa da equipe, a quinta menos vazada, com 12 gols sofridos. E o volante Hudson, líder de desarmes do time na competição, é um dos principais responsáveis pelo feito.

Com 10 jogos no Brasileirão, o meio-campista soma 39 roubadas de bola, sendo oito somente na vitória sobre o Corinthians, no último sábado. No geral, Hudson ocupa o quarto lugar entre os que mais desarmam no torneio. A lista é liderada pelo lateral direito Marcos Rocha, do Palmeiras, com 57 recuperações de posse.

De acordo com Hudson, o bom momento dos jogadores e a arrancada do Tricolor na Série A se devem principalmente à chegada de Diego Aguirre, que assumiu a equipe em março deste ano, em substituição a Dorival Júnior.

“A gente tinha uma certa urgência de virar a chave no São Paulo. Estavam passando os jogos, os campeonatos, e a gente não estava conseguindo mudar. O Aguirre chegou e deu um ânimo para a gente”, explicou o camisa 25, antes de citar a mudança de postura do elenco.

“Acho que o grupo teve a real consciência que, se os jogadores não se juntassem com comissão e diretoria, as coisas dentro de campo não iam acontecer. Então, a gente está mudando isso pouco a pouco para o São Paulo voltar a estar sempre brigando pelos títulos”, acrescentou.

A fase realmente é boa no clube do Morumbi, segundo colocado do Brasileiro, com 29 pontos. O time dirigido por Diego Aguirre ostenta uma séria de quatro vitórias seguidas, algo que não ocorria desde 2014. Hudson, contudo, não se surpreende com a campanha são-paulina.

“Surpresa não é, porque é um grupo de qualidade. Se a gente for olhar peça por peça, é um grupo de qualidade. Pela fase que o São Paulo vivia, poderia até ser surpresa, mas, para a gente, não é, porque estamos trabalhando muito forte para estar nessa posição e até melhor”, avaliou.

Entretanto, assim como fez Aguirre após o Majestoso, Hudson tratou de ser cauteloso no momento. “Agora é manter, pés no chão, faltam muitas partidas ainda. Agora é pensar no Grêmio, e conquistar os três pontos para ficar cada vez mais perto da liderança”, concluiu, referindo-se ao duelo de quinta-feira, em Porto Alegre.

 

Gazeta Esportiva

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