Leônidas da silva – 100 anos.

Nesta sexta-feira, 06 de setembro, completará 100 anos de nascimento do que foi nosso primeiro marketeiro do futebol: Leônidas da Silva, o Diamante Negro. Ele nasceu no Rio de janeiro em 06 de setembro de 1913, no bairro de São Cristovão.

Leônidas começou sua carreira no infantil do São Cristovão, depois foi para o Sírio-Libanês, Bonsucesso onde foi até campeão carioca de basquete, imagine só!. Em 1933 ele rumou para o Uruguay, onde defendeu o Peñarol, mas em 1934, voltou para o Rio e foi jogar no Vasco da Gama, onde foi campeão em 34. Ele foi convocado pelo técnico Luis Vinhaes para a seleção brasileira de 1934, na Itália. O  Brasil não jogou bem, e foi eliminado na primeira partida para a Espanha por 3 x 1, Leônidas foi o autor do nosso único tento.

Em 1935 ele foi jogar no Botafogo, onde conquistou o bi carioca, mas não ficou por lá, rumou para o Flamengo, onde foi tri em 39. Novamente foi convocado para a seleção na copa da França em 38, onde foi artilheiro com oito gols, a melhor colocação da seleção até então. A partir daí foi jogar no São Paulo, lá viveu  seus melhores momentos, em um jogo contra o Juventus no dia 13 de novembro de 48,  uma foto eternizou a jogada célebre do jogador, que até hoje é lembrado quando se fala de bicicleta, o São Paulo ganhou o jogo por 8 x 0.

Ele encerrou a carreira em 1950, aos 37 anos, já que não fora convocado por Flávio Costa para defender nosso scratch, a partir daí foi treinador do São Paulo e funcionário público, mas o que chamou atençâo  para a época foi seu desempenho no meio comercial: ele foi contratado por uma empresa de chocolates e deu o nome de Diamante Negro para o produto. Fez propagandas de cigarros e outros produtos, ajudado pelo jornalista José Scassa, também foi comentarista de rádio e depois de tv, mas teve que abandonar devido ao mal de Alzhaimer.

Leônidas da Silva faleceu no dia 24 de janeiro de 2004, em Cotia São Paulo, aos 90 anos de idade.  Ele será lembrado pela bicicleta, sua jogada mais conhecida, apesar que muitos dizem não ser inventada por ele, mas que foi aperfeiçoada pela sua qualidade técnica. Seu legado encontra-se com a dona Albertina Pereira dos Santos de 85 anos, sua amante por mais de 50 anos.

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