Menino baleado na cabeça em arrastão na Baixada tem morte cerebral, diz polícia

O estado de saúde de Renan é gravíssimo Foto: Facebook/Reprodução

O menino Renan dos Santos Macedo, de 8 anos, baleado na cabeça na noite de domingo, quando seu pai tentou fugir de um arrastão em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, teve morte cerebral na manhã desta segunda-feira, informou a Polícia Civil. Desde que foi internada no Hospital Adão Pereira Nunes, em Saracuruna, a criança teve várias paradas cardíacas, e médicos vinham dizendo que cada segundo de vida dela era um milagre. Após horas em estado grave, Renan teve a morte cerebral constatada, de acordo com a assessoria de comunicação da Polícia Civil.

Segundo o delegado Sérgio Caldas, diretor do Departamento Geral de Polícia da Baixada Fluminense (DGPB), a informação foi repassada informalmente pelo hospital para a 60ª DP (Campos Elíseos). A unidade avisou ao DGPB, que por sua vez, determinou que a Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense ( DHBF) assuma as investigações do caso.

A família do menino , porém, disse a representantes da imprensa, na porta da unidade de saúde, que o garoto segue lutando pela sua vida.

Segundo a Polícia Militar, o pai do garoto viu homens armados fechando a Avenida Gomes Freire, próximo à favela do Retão, em Duque de Caxias, para roubar os motoristas. Ao tentar manobrar o carro para fugir, os criminosos atiraram contra o veículo. Um dos tiros atingiu a cabeça da criança, que estava no banco traseiro do carro e foi levado às pressas ao hospital.

Ainda de acordo com a Polícia Civil, as investigações sobre o caso, a partir de agora, passam à Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense.

Renan ainda está na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) do hospital. A mãe dele, Luciene dos Santos, de 37 anos, disse que, quando chegou no hospital, viu a cabeça e um olho de seu filho inchados por causa do ferimento, mas que o edema havia diminuído.

– Entreguei a vida dele nas mãos do Senhor, porque ele é o médico dos médicos, é ele quem dá o dom aos médicos, porque tudo na nossa vida, independentemente de religião, é com a permissão de Deus – disse ela ao EXTRA horas antes de Renan morrer.

 

EXTRA

 

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