NOSSOS TREINADORES LONGEVOS.

Quinta-feira, 19 de setembro de 2013, Maracanã com mais de 20.000 pessoas viu o Flamengo jogar como nunca e abrir 2×0 com menos de 10 minutos, mas com o passar do tempo, o Atlético- PR equilibrou e virou o jogo para 4×2. O tempo demorou e 40 minutos depois Mano Meneses entregou o cargo.

Parece coisa comum no nosso futebol, mas quero falar um pouco de pessoas que contrariaram nossa lógica e demoraram um pouco mais em seus ofícios. Em tempos antigos, tivemos o professor e jogador inglês Harry Welfare que foi o maior artilheiro entre Botafogo e Fluminense com 17 gols, na frente de Heleno de Freitas e outros. Welfare, treinou o Vasco de 1927 a 1937, talvez na época essas coisas não fossem assim tão notadas.

Em tempos recentes, os santistas devem relembrar de Lula que treinou o peixe entre 1954 e 1966, chegou antes da era PELÉ e quase atravessou-a por completo. Não sei o motivo da saída de Lula, talvez um mal resultado ou quem sabe, ou um outro problema, que talvez os mais idosos saibam. É difícil falar de carreiras longas de nossos treinadores, mas elas existem, apesar de que na série A atual elas não existem.

O recordista brasileiro hoje, contando as séries, é o paraibano João Galvão, que desde 2008 está treinando a equipe do Águia  de Marabá. Marcelo Vilar era o recordista, quando treinou o Treze de Campina Grande, passou quase cinco anos no comando, mas como se sebe, largou o galo e foi parar no belo, e hoje luta para colocar o bota na série C. Podemos dizer também que Tite com seus três anos de Corinthians pode ser um treinador de longa duração, já que o cargo no Brasil dura pouco.

O que mais durou foi Amadeu Teixeira, que treinou o desconhecido América de Manaus, na verdade, um clube que ele ajudou a fundar, ou seja, de sua família, talvez isso explique a sua quase eterna carreira, ele treinou o clube de 1953 à 2006. 53 longos anos, que no Brasil boleiro parece uma eternidade. O América é um time pequeno, nem no Amazonas ele têm destaque, o único feito de expressão do clube foi ter sido vice-campeão da série D em 2010, o Guarany de Sobral foi o campeão.

Essas poucas pessoas são  a exceção de um mundo futebolista complexo, que não perdoa os maus resultados das competições, alguns são  folclóricos e outros profissionais, mas vão levantando a bandeira da difícil arte de ser treinador no nosso Brasil.

Por:Hugo Ferreira Pinto

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