O Cristo que não reina e o perigo invisível

O principal atrativo turístico da cidade de Cajazeiras sem sombra de dúvida é o morro do “Cristo Rei”. Trata-se de um pequeno morro com uma estátua do Cristo crucificado que sempre foi visto por todos os ângulos ao longo de décadas.

A estátua foi doada aos cajazeirenses pelo senhor Silvino Bandeira em 1939 na gestão do então prefeito Celso Matos e desde então tem se tornado a principal atração histórica e religiosa da cidade, como também servido de ponto de encontro e lazer, além de ser bastante explorado em campanhas publicitárias (quem não se lembra dos cartazes das Semanas Universitárias?).

Nas últimas décadas, a estátua tem sido sufocada por antenas de rádios, TV, internet e telefonia móvel, acabando coma a história e a principal referência turística da cidade, não deixando o Cristo reinar num lugar onde sempre foi dele.

As antenas ali instaladas constituem num perigo invisível à saúde, pois as radiações emitidas podem afetar o raciocínio, além de aumentar o estresse e causarem outros problemas mais graves que abordaremos mais adiante.

As antenas de telefonia móvel, conhecidas como ERBs, são uma das vilãs na transmissão de radiação. Além de estarem cada vez mais espalhadas pelo mundo, elas são o que os especialistas chamam de perigo invisível, isso porque a população está habituada a conviver com elas e não percebe seus riscos. Essas frequências promovem um conflito no sistema nervoso central, podendo gerar diversos distúrbios, tais como: dores de cabeçadebilidade da visãocomprometimento do raciocíniofadigaestresse e também perda da capacidade de processamento e armazenamento de informações pelo cérebro, pois este tem que compensar a interferência de uma freqüência diferente de sua atividade, inclusive a ocorrência do Mal de Alzheimer, leucemia e câncer.

Em crianças o efeito é ainda maior. como estão em fase de evolução e desenvolvimento, não devem ser atingidas por um corpo estranho, por faixas de luzes que interferem na formação de suas conexões. No cérebro de uma criança ou adolescente, a exposição excessiva poderia danificar a geração dessas conexões. De acordo com o especialista, isso pode gerar inúmeras dificuldades, tais como diminuição do crescimento normal, do raciocínio, maior dispersão, distúrbios do sono, dificuldade de absorção de nutriente , vitaminas e outros mais.

Portanto, o perigo invisível tem deixado o nosso morro do Cristo Rei mais feio e sem atrativo. O espaço de circulação no topo do morro tem diminuído consideravelmente pela invasão das antenas. O impacto ambiental é visível, algumas espécies nativas de arbustos já não existem mais ali, provocando uma agressão (poluição) visual, além do risco de desmoronamento de barreiras e de pedras, já que as plantas evitam infiltrações de água e suas raízes seguram as barreiras.

Algumas indagações seriam necessárias nesse momento: Quem é ou quem é de fato o (s) proprietário (s) daquelas terras? Quem vendeu os espaços ou quem autorizou a instalação de cada antena? Foram feitos estudos de impacto ambiental? Foram feitos estudos de fluxo e circulação de pessoas e veículos? Foram feitas medições de radiações? Existe legislação municipal a respeito? Já existe algum projeto ou determinação judicial com ajustes de condutas para a transferência das antenas? Existem projetos de revitalização, paisagístico e urbanístico para aquele local?

Termino apelando a todos por um amplo debate.

Por: Afonso Júnior

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