Quase metade dos paraibanos vive na informalidade

Quase metade dos trabalhadores paraibanos (48,9%) vive na informalidade, segundo dados do segundo trimestre deste ano da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O índice ficou 0,7% abaixo do registrado nos três primeiros meses do ano. Considerando os estados do Nordeste, a Paraíba apresentou a quarta menor taxa de pessoas com 14 anos ou mais ocupadas que não contribuem com a previdência social. A média nacional ficou em 36,3%.

Sérgio Galdino, de 45 anos, é um dos 74.500 paraibanos que estão vivendo na informalidade. Casado e pai de uma menina, ele está desempregado há 11 meses, desde que voltou para a Paraíba, após dois anos trabalhando como fiscal de loja em Minas Gerais. Sérgio vende bananas no Mercado Central de João Pessoa, no Centro, para ajudar no orçamento da família, que é complementado com a renda da esposa que trabalha de carteira assinada.

Nos meses de bom faturamento, o vendedor ambulante consegue apurar R$ 1.200. “Já distribui currículo, fui para entrevista de emprego, mas até agora nada. Não dá para esperar parado, porque as contas não param de chegar”, contou Sérgio. Embora a taxa de informalidade na Paraíba chegue a quase 50%, para o economista Paulo Monte, especialista em Economia do Trabalho, o percentual não causa surpresa e poderia ser ainda maior, caso a Pnad Contínua do IBGE fosse realizada em cidades do interior.

“Estados do Norte e Nordeste apresentam historicamente altas taxas de informalidade. A crise certamente agravou o quadro, mas a economia sozinha não pode ser atribuída como consequência dessa realidade”, revelou. Nenhum estado do Norte/Nordeste ocupou o ranking das dez unidades da federação com as taxas mais baixas de trabalhadores informais.

Segundo Monte, o fator conjuntural que contribui com a informalidade na Paraíba envolve a baixa qualificação de mão de obra.

 

Fonte/Jornal Correio da Paraíba

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