Tensão, briga e festa… marcam a volta do Naça de Patos à 1ª divisão do Paraibano

Muita comemoração ao fim da partida entre time e torcida do Nacional de Patos (Foto: Hévilla Wanderley / GloboEsporte.com)

O clima era de tensão. E a disputa pelo acesso entre São Paulo Crystal e Nacional de Patos parecia mais uma final de campeonato. Com tudo organizado para acontecer em um território neutro, já que a partida foi transferida para o Sílvio Porto, em Guarabira. Mas, não foi isso o que se viu. Pelo contrário, os ânimos acirrados das duas torcidas foi a tônica da disputa, que teve o Naça vitorioso no fim do jogo, ao vencer por 4 a 2. Mas até o apito final e a comemoração de time e torcida, que viajaram mais de 270 km para estar ali, o que se viu foi muita confusão dentro e fora de campo.

De um lado, um time que existe há décadas, tradicional e representando a cidade de Patos, a mais importante do Sertão paraibano. Do outro, uma equipe que surgiu neste ano, ambicioso e pertencente a Cruz do Espírito Santo, uma cidade pequena da região metropolitana de João Pessoa. O palco da final, contudo, era Guarabira, já que a partida de volta não podia acontecer na sede do São Paulo Crystal por causa de problemas com segurança. Nem por isso, a apreensão era menor.

O policiamento era intensivo. Mas mesmo assim, uma hora antes da partida acontecer houve um princípio de confusão nos arredores do estádio. Durante a partida, uma pedra foi arremessada da rua para a arquibancada e acertou um torcedor do Canário do Sertão, atingindo e quebrando os seus óculos, mas sem machucá-lo. Para piorar, uma bomba caseira foi apreendida. O cenário era de conflito.

Nada restava ao fim do jogo do que o grito da torcida alviverde. O time voltava à elite cinco anos depois.

Bomba caseira foi apreendida no estádio (Foto: Lucas Barros / GloboEsporte.com/pb)

Hévilla Wanderley / GloboEsporte.com

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