Último preso na operação Calvário será trazido à Paraíba nesta semana para prestar depoimento

O responsável pela empresa Inteligência Relacional, Jardel Aderico da Silva, se entregou à polícia. Ele estava foragido há quase 15 dias e se apresentou às autoridades em Alagoas, seu estado de origem. O empresário foi um dos três alvos de mandados de prisão na 5ª fase da operação Calvário, desencadeada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público da Paraíba.

Aderico será trazido nesta semana para a Paraíba, onde deve prestar depoimento sobre as acusações. Além dele, foram presos na última fase da operação o ex-secretário Executivo de Turismo, Ivan Burity, e o ex-diretor do Hospital Regional de Mamanguape, Eduardo Simões Coutinho. Todos tiveram as prisões preventivas mantidas após passarem por audiência de custódia.

Aderico é acusado do pagamento de R$ 4 milhões a título de propinas a autoridades da Paraíba. Já Ivan Burity e Eduardo Coutinho são apontados como arrecadadores no suposto esquema criminoso. Ao todo, foram cumpridos, além das prisões, 25 mandados de busca e apreensão tendo como alvos empresas, empresários e agentes públicos. O ex-secretário de Educação, Aléssio Trindade, e o ex-secretário Executivo da pasta, Arthur Viana, foram alvos de mandados. Ambos entregaram os cargos. Viana atuava no Imeq mais recentemente.

Aderico está detido na ala especial do Presídio Baldomero Cavalcanti, na parte alta de Maceió. Já Burity e Coutinho estão na Penitenciária de Segurança Média de Mangabeira. Eles devem responder por corrupção, lavagem de dinheiro e desvio de recursos públicos. A operação ocorreu em quatro estados.

A participação de Jardel no esquema teria se dado por meio do pagamento de propina em torno de R$ 4 milhões para que ele pudesse fornecer livros para a Secretaria Estadual de Educação da Paraíba. “A J.R. Araújo Desenvolvimento Humano Eireli/Editora Inteligência Relacional, cuja propriedade pertence atualmente a Jardel Aderico da Silva, teria contribuído com pagamentos de propina e firmado, entre 2014 e 2018, contratos com o Estado da Paraíba, mediante inexibilidade de licitação, no montante de R$ 66.773.136,00 (sessenta e seis milhões, setecentos e setenta e três mil, cento e trinta e seis reais)”, diz trecho da decisão judicial.

 

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