Flamengo de luto: Jorginho, massagista do clube há 40 anos, morre vítima da Covid-19

Foto/Reprodução

Unanimidade, Jorginho recebeu apoio dos jogadores do Flamengo, mas troca de hospital era inviável.

Zico, Júnior, Juan, Julio Cesar, Ibson, Léo Moura, Hernane Brocador, Felipe, Maldonado, Emerson Sheik, Diego Tardelli, Fábio Luciano e praticamente todo elenco atual.

Basta uma busca rápida nas redes sociais para constatar que o carinho de quem vestiu a camisa do Flamengo por Jorginho ultrapassa gerações. Sentimento que os jogadores campeões do Brasileirão e da Libertadores de 2019 tentaram refletir em solidariedade, mas que esbarraram na batalha contra o coronavírus.

Após o massagista ser diagnosticado com Covid-19, o grupo se colocou à disposição para arcar com tratamento em hospital que oferecesse as melhores condições. O cenário, no entanto, impediu a remoção.

Diego Ribas, Rafinha e outros líderes do elenco procuraram a diretoria para saber o que estaria ao alcance dos jogadores fazer para ajudar na recuperação de Jorginho. O elenco se colocou à disposição para auxiliar no suporte em termos financeiros. O quadro naquele momento, porém, já era gravíssimo e Jorginho foi entubado em hospital público na Ilha do Governador.

Hipertenso e ex-fumante, Jorginho, de 68 anos, precisou entrar na ventilação e ainda assim tinha dificuldades par respirar. A resposta do clube para os atletas era de que o massagista já estava recebendo todas as condições possíveis para recuperação. O quadro, por sua vez, não evoluiu e o funcionário mais antigo do departamento de futebol do Flamengo faleceu após uma parada cardiorrespiratória após duas semanas internado.

Em cerimônia discreta e sem velório por conta dos protocolos de proteção no combate ao coronavírus, Jorginho será enterrado nesta terça-feira, no Rio de Janeiro. O Flamengo, com outros oito casos de contaminação, ainda não tomou uma decisão a respeito da volta aos treinamentos.

 

Por Cahê Mota — Rio de Janeiro/Globoesporte

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