Fortaleza encerra 2019 com premiações recordes; veja valores

Foto: Camila Lima / SVM

Dentre os 101 anos de fundação, o Fortaleza fez de 2019 o mais vitorioso da história. A constatação faz parte de um projeto de ressurgimento que começa em novembro de 2017, quando a diretoria apostou em um plano robusto para superar os resquícios da jornada desgastante da Série C e reacendeu nacionalmente como um gigante.

Assim foi ao mercado e trouxe Rogério Ceni como uma aposta. Com o técnico à beira do gramado, atraiu os holofotes e os feitos proporcionais ao amor da torcida que tem. Chegou na atual temporada fortalecido após o título da Série B e não parou mais de avançar sobre o ineditismo. Foi campeão estadual, da Copa do Nordeste, construiu um Centro de Excelência, entrou para o top-10 de sócio-torcedores e apresentou a 2ª maior média de público do Brasil.

Na Série A após 12 temporadas distante, garantiu vaga na Copa Sul-Americana de 2020, o primeiro tornou internacional da equipe, e se consolidou como o melhor nordestino na competição ao encerrá-la em 9º, com 53 pontos, a frente de Bahia (11º), Ceará (16º) e CSA (18º). A pontuação ainda foi a melhor do clube desde os pontos corridos com 20 times, formato iniciado em 2006.

O saldo é lapidado na glória de uma camisa pesada e refletido estritamente no viés financeiro. Somando apenas participações e premiações, o Fortaleza arrecadou R$ 55,41 milhões (R$ 600 mil do Campeonato Cearense + R$ 2,5 mi da Copa do Brasil + R$ 3,71 da Copa do Nordeste + R$ 22 mi da Série A + R$ 10,8 mi pela posição na elite nacional + R$ 6,8 mi pelos jogos transmitidos + R$ 9 mi pela cota da Turner).

Por si só, o montante quase supera a projeção da diretoria da equipe, que foi de R$ 56,7 milhões. Acrescentando bilheteria, venda de atletas, sócio-torcedores e comercialização de produtos licenciados, o valor se aproxima dos R$ 100 mi – a maior receita do time em todos os tempos.

No Pici, a realidade ganha corpo na imaginação. Não custa lembrar que o time tricolor entrará, mais uma vez, nas oitavas da Copa do Brasil, devido ao título do Nordestão, e que uma possível conquista da Sul-Americana o classifica para o Mundial de Clubes de 2021. Então, tricolores, desfrutem do ano colossal. Hoje, há um abismo entre Ceará e Fortaleza. Momentâneo, é claro, mas que mostra a força que o planejamento tem.

 

Por Alexandre Mota, alexandre.mota@svm.com.br

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