Gaeco deflagra duas fases da Calvário e cumpre mandados em João Pessoa, Campina Grande e mais cidades

Operação é comandada pelo Gaeco/MPPB (Foto: Divulgação)

O Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado do Ministério Público da Paraíba (GAECO/MPPB) deflagrou, nesta quinta-feira (4), a 11ª e 12ª fase da Operação Calvário. São cumpridos três mandados de prisão preventiva e 28 mandados de busca e apreensão em João Pessoa, Cabedelo, Campina Grande, Taperoá, Brasília-DF, Florianópolis-SC e São Paulo-SP. Na Paraíba, estão entre os alvos da operação o irmão do ex-governador Ricardo Coutinho, Coriolano Coutinho, e o ex-presidente do PSB na Paraíba, Edvaldo Rosas. Confira aqui o documento com o conteúdo completo sobre as investigações.

Segundo o Gaeco/MPPB, estas etapas da Calvário, que foram denominadas ‘A Origem’, investigam desvio de verba pública a partir de contratação fraudulenta de empresas responsáveis pelo fornecimento de livros. De acordo com as investigações, a Secretaria de Educação do Estado firmou dois contratos para aquisição de material didático cujos valores, somados, ultrapassam a casa de R$ 6 milhões. No entanto, estima-se que R$ 2,3 milhões tenham sido utilizados para pagamento de propinas a agentes públicos e políticos.

Os principais crimes investigados são os de dispensa e/ou inexigibilidade ilícita de licitação; fraude licitatória; lavagem e/ou ocultação de bens, direitos e valores, corrupção passiva; peculato e corrupção ativa.

Na manhã desta quinta-feira, um dos locais de atuação da operação foi uma residência de luxo localizada no bairro de Camboinha, em Cabedelo, na Grande João Pessoa. Conforme apuração da TV Correio, a casa pertence ao empresário Pietro Harley, um dos alvos das investigações. No local estaria registrada a sede uma empresa, com propriedade no nome da esposa de Pietro. O empreendimento, que seria voltado para a área de exportação, seria usado para lavagem de dinheiro. No endereço foram apreendidos pelo menos cinco veículos, que foram encaminhados para o Centro de Ensino da Polícia Militar, no bairro de Mangabeira, na Zona Sul de João Pessoa.

A denúncia encaminhada à 1ª Vara Criminal de João Pessoa atinge 16 investigados em outras fases da Calvário. Além dos três nomes já citados, constam na lista, conforme apuração do blog da jornalista Sony Lacerda da Rede Correio Sat, o ex-governador Ricardo Coutinho, Gilberto Carneiro, Waldson Sousa, a ex-prefeita do Conde Márcia Lucena e os que assinaram acordo de colaboração premiada: Livânia Farias, Ivan Burity, Leandro Nunes, Maria Laura Caldas.

A operação também atinge ainda os ex-secretários de Educação da Prefeitura de João Pessoa, na gestão Luciano Cartaxo: professor Luiz Júnior, que está internado na UTI, em decorrência da Covid-19, e Gilberto Cruz, que assumiu a pasta com a saída de Edilma Freire para disputar a Prefeitura da Capital, nas eleições municipais de 2020.

Além do Gaeco/MPPB, participam da operação a Controladoria-Geral da União (CGU), o Tribunal de Contas da Paraíba (TCE-PB), a Secretaria de Estado da Fazenda da Paraíba (Sefaz-PB), as Polícias Civil e Militar da Paraíba, e os Grupos de Atuação Especial Contra o Crime Organizado do Distrito Federal, Santa Catarina e São Paulo.

Todas as ordens judiciais da 11ª e 12ª fase da Operação Calvário foram expedidas pela 1ª Vara Criminal de João Pessoa.

Defesas

A defesa de Pietro e Edvaldo Rosas, feita pelo advogado Gustavo Botto, diz que acredita na inocência dos denunciados e já prepara pedido de relaxamento das prisões.

Já o advogado Francisco Leitão, que faz a defesa de Coriolano Coutinho, disse que ainda não teve acesso à denúncia e acusou a polícia de agir sem conhecimento.

O Portal Correio tentou falar com as defesas dos demais investigados citados, mas não obteve declarações até a publicação desta matéria. Caso queiram se manifestar sobre o caso, podem encaminhar alegações para o e-mail redacao@portalcorreio.com.br, tendo garantido o espaço para publicação.

Fonte/Portal Correio

 

Portal Alto Sertão.com.br- A Noticia com responsabilidade

COMPARTILHAR