Saiba como se proteger e onde ter atendimento para coronavírus

Imagem/Internet

Os primeiros meses de 2020 trouxeram alerta e apreensão para a população mundial. Coronavírus. Inicialmente com foco na China, na cidade de Wuhan, os primeiros infectados tinham alguma ligação com um grande mercado de frutos do mar e animais vivos, sugerindo que a disseminação da doença teria ocorrido de animais para pessoas, e, posteriormente, foi comprovado que a propagação da doença também acontece de pessoa para pessoa.

O coronavírus atinge o sistema respiratório das pessoas e os idosos são os mais afetados, podendo causar morte. A Covid-19 (Coronavirus Disease 2019 – Doença do Coronavírus em inglês) é tratada como pandemia pela Organização Mundial de Saúde (OMS), por estar espalhada em todo o mundo. O primeiro caso da doença foi confirmado na Paraíba nesta quarta-feira (18).

Veja nas informações abaixo os sintomas, como se proteger e onde receber atendimento se apresentar de auxílio médico.

O que é coronavírus e por que a Covid-19 é uma pandemia

O coronavírus é um vírus que pode infectar animais e seres humanos e causar doenças respiratórias que variam de resfriados comuns até a Sars (Síndrome Respiratória Aguda Grave, em inglês). O nome vem dos picos de suas membranas que lembram uma coroa.

O coronavírus tem denominações que podem confundir as pessoas sobre o que é o vírus ou a doença. A nomenclatura ‘coronavírus’ se refere ao vírus. O grupo dos coronavírus são uma grande família de vírus comuns em muitas espécies de animais, incluindo camelos, gado, gatos e morcegos. Já a Covid-19 é a doença causada pelo coronavírus. No dia 11 de fevereiro deste ano, a OMS declarou que o nome da doença provocada pelo novo coronavírus seja Covid-19.

A OMS declarou pandemia global por causa da rápida expansão do coronavírus pelo mundo. Segundo a OMS, uma pandemia é a disseminação mundial de uma nova doença. O termo é utilizado quando uma epidemia – grande surto que afeta uma região – se espalha por diferentes continentes com transmissão sustentada de pessoa para pessoa.

Cuidados: sintomas e como se proteger

A doença Covid-19 causa febre, cansaço e tosse seca. Algumas pessoas têm dores no corpo, congestão nasal, coriza, dor de garganta ou diarreia. Uma em cada seis pessoas desenvolve dificuldade para respirar. Outras não desenvolvem sintoma nenhum, segundo a OMS.

A febre alta e a falta de ar são sintomas importantes para dar início ao diagnóstico e o paciente não deve tomar nebulização ou outros medicamentos para ajudar na respiração. Segundo a Secretaria de Saúde da Paraíba, falta de ar é sintoma grave e o paciente deve procurar ajuda médica urgente.

Se os sintomas forem leves, sem falta de ar ou com febre baixa, a recomendação é ficar em casa. O sistema imunológico do seu corpo vai se encarregar de curar a doença. A medida é para evitar superlotação de unidades de saúde e que pessoas sejam contaminadas, já que ambientes como clínicas e hospitais são mais propensos a disseminação de doenças.

Para se prevenir contra a doença, algumas atitudes precisam ser tomadas:

  • Lavar as mãos frequentemente com água e sabão;
  • Usar álcool em gel (caso não consiga lavar as mãos);
  • Evite tocar nos olhos, nariz e boca;
  • Evitar contato próximo com pessoas doentes;
  • Ficar em casa quando estiver doente;
  • Limpar e desinfetar objetos e superfícies tocados frequentemente.

Para as pessoas com tosse, coriza, espirros, febre e leve indisposição para as atividades de rotina, a recomendação é que elas devem permanecer em casa, até a melhora do quadro clínico (máximo de 14 dias), podendo utilizar-se dos telefones disponibilizados para obterem informações adicionais. Os números são: 99146-9790/99146-9250/99147-0810.

“A SES reforça que o hospital deve ser buscado apenas nos casos em que pacientes apresentem sintomas graves como falta de ar”, disse a Secretaria de Estado da Saúde (SES).

A consultora em saúde e docente em curso de enfermagem de uma faculdade particular em João Pessoa, Ana Rita Bezerra, explica que os sintomas do novo coronavírus podem aparecer em apenas dois ou 14 dias após a exposição e a melhor maneira de prevenir esta infecção é adotar ações para impedir a propagação do vírus.

“Para a população em geral, as orientações básicas são as medidas de etiqueta respiratória: se tossir ou espirrar, cobrir o nariz e a boca com cotovelo flexionado ou lenço de papel; utilizar lenço descartável para higiene nasal (descartar imediatamente após o uso); evitar tocar mucosas de olhos, nariz e boca e realizar a higiene correta das mãos”, pontuou.

Evite notícias falsas

No meio de tanta informação sobre a doença, sintomas e propagação, muitas notícias falsas acabam alarmando as pessoas. Contra essas informações falsas, plataformas do Ministério da Saúde e da Secretaria Estadual de Saúde da Paraíba foram criadas para orientar as pessoas sobre quais notícias são verdadeiras ou falsas para combater a desinformação sobre o novo coronavírus.

Confira as informações no site do Ministério da Saúde e da Secretaria Estadual de Saúde da Paraíba para combater a desinformação e ficar por dentro de todas as notícias sobre a doença, sem pânico.

A Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) aprovou, nessa terça-feira (17), o projeto de lei do deputado estadual Wilson Filho (PTB) que pune em 20 a 200 UFR (Unidade Fiscal de Referência) quem propagar fake news (notícias falsas) sobre o coronavírus e demais endemias. Agora, medida aguarda ser sancionada pelo governador do Estado, João Azevêdo (Cidadania).

Onde ter atendimento na Paraíba

A recomendação da Secretaria Estadual de Saúde (SES), em casos suspeitos da doença, com agravamento de sintomas, é que os pacientes se dirijam a qualquer unidade de saúde do estado, mas se houver confirmação da doença Covid-19, em João Pessoa, o Hospital de Doenças Infecto-Contagiosas Clementino Fraga e o Hospital Universitário Lauro Wanderley são especializados. Já em Campina Grande, o Hospital Dom Pedro I estará recebendo essas demandas, além de Unidades de Pronto Atendimento (UPAs).

Segundo a Secretaria de Saúde da Paraíba, o estado tem 205 hospitais, públicos e privados, com mais de 8 mil leitos instalados, além dos 600 de UTIs. Mais de 6 mil leitos são do SUS.

A SES trabalha em um plano de contingência organizado em oito ondas, cada uma com 30 leitos de isolamento e 10 de UTI. À medida que forem surgindo novos casos, esse número vai aumentando. “Lembramos que pacientes com coronavírus precisam ser tratados em centros de referência, mas afirmamos que todas as unidades hospitalares estão preparadas para receber pacientes”, disse o secretário de Saúde das Paraíba, Geraldo Medeiros.

Sem remédio, nem vacina

Até o momento, cientistas de todas as partes do mundo ainda não criaram nenhuma vacina ou remédio específico para o combate ao novo coronavírus, mas estão trabalhando para isso. Por enquanto, não há um prazo exato para que tenhamos esses produtos à disposição.

Em João Pessoa, uma empresária chegou a ser presa por comercializar um remédio intitulado “anticoronavírus” em uma farmácia de manipulação e o caso foi deflagrado como propaganda enganosa. A empresária foi liberada no dia seguinte, após audiência de custódia.

 

Alto Sertão com Portal Correio

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