Símbolo da Fazenda da Esperança em Sergipe: Bispo Dom Mario Rino Sivieri morre aos 78 anos em Aracaju

Por volta das 17h desta quarta-feira, 03, Dom Mario Rino Sivieri, bispo emérito da Diocese de Propriá e ex-pároco da Diocese de Nossa Senhora da Piedade, faleceu em um hospital da capital sergipana, onde estava internado desde o último dia 27 de maio.

Segundo informações colhidas pelo Portal Lagartense, Dom Mario foi a óbito minutos antes de iniciar o processo de hemodiálise. Ele estava internado em UTI desde ontem e acabou não resistindo as complicações causadas pelo diabetes e por um Acidente Vascular Cerebral.

Em seus últimos dias de internamento, Dom Mario já não estava conseguindo relaxar e nem dormir. Segundo Roberto Camargo, coordenador Regional da Fazenda da Esperança, o clérigo se queixava um cansaço físico sem explicação plausível e buscava por meio de canções italianas vencer as dores causadas pela Erisipela.

Já o seu corpo deve ser sepultado no Município de Propriá, uma vez que ele é bispo emérito da diocese daquela região.

O Servo de Todos

Natural da Castelmassa, na Itália, Mario Rino Sivieri despertou para a vida religiosa ainda na infância. E após ingressar no sacerdócio, acabou desembarcando em terras lagartenses em 1961, onde além dos ofícios paroquiais, desenvolveu atividades educativas e sociais, sendo o responsável pela fundação de duas unidades da Fazenda da Esperança em Sergipe.

Já em 1997, é ordenado Bispo. Na oportunidade, ele escolheu o alcunha de “O Servo de Todos”, tendo a partir daí se dividido entre as atividades da Diocese de Propriá e os jovens acolhidos pelas Fazendas da Esperança.

Além disso, foi em Lagarto que ele ajudou a impulsionar outros cidadãos a ingressar na vida religiosa, com destaque para os bispos Dom Dulcênio (Campina Grande/PB) e Dom Paulo Celso (Rio de Janeiro), além do Arcebispo de Aracaju, Dom João José Costa. Sem contar que também se tornou um imortal da Academia Lagartense de Letras.

Em 2017, ele anuncia a sua aposentadoria episcopal e a decisão de viver os seus últimos dias em Lagarto, junto aos acolhidos pela Fazenda, onde foi erguida uma residência para acolhê-lo. E foi lá que ele desenvolveu suas últimas atividades servindo como um pai para aqueles que sofriam com a dependência química. Tanto é que até o seu último suspiro, a vida destes foi a sua única preocupação.

Fonte/lagartense.com.br

 

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